RITOS INICIAIS


CANTO DE ENTRADA

(Povo Sacerdotal)


Reunido o povo, o sacerdote dirige-se com os ministros ao altar, enquanto se executa o canto de entrada.


POVO DE REIS, ASSEMBLEIA SANTA, POVO SACERDOTAL,

POVO DE DEUS, CANTA AO TEU SENHOR!


NÓS TE CANTAMOS, Ó FILHO BEM AMADO DO PAI.

NÓS TE LOUVAMOS, CIÊNCIA ETERNA E VERBO DE DEUS.


POVO DE REIS, ASSEMBLEIA SANTA, POVO SACERDOTAL,

POVO DE DEUS, CANTA AO TEU SENHOR!


NÓS TE CANTAMOS, Ó FILHO DA VIRGEM MARIA.

NÓS TE LOUVAMOS, Ó CRISTO NOSSO IRMÃO E NOSSO SALVADOR.


POVO DE REIS, ASSEMBLEIA SANTA, POVO SACERDOTAL,

POVO DE DEUS, CANTA AO TEU SENHOR!


NÓS TE CANTAMOS, MESSIAS ESPERADO PELOS POBRES,

NÓS TE LOUVAMOS, Ó CRISTO NOSSO REI DE CORAÇÃO MANSO E HUMILDE.


POVO DE REIS, ASSEMBLEIA SANTA, POVO SACERDOTAL,

POVO DE DEUS, CANTA AO TEU SENHOR!


NÓS TE CANTAMOS, Ó VIDEIRA QUE DÁ VIDA AOS RAMOS,

NÓS TE LOUVAMOS ESTRADA DA VIDA, CAMINHO DO CÉU.


POVO DE REIS, ASSEMBLEIA SANTA, POVO SACERDOTAL,

POVO DE DEUS, CANTA AO TEU SENHOR!


SAUDAÇÃO


Terminado o canto de entrada, o sacerdote e os fiéis, todos de pé, fazem o sinal da cruz, enquanto o sacerdote, voltado para o povo, diz:

Núncio: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

℟.: Amém.


Em seguida, o sacerdote, abrindo os braços, saúda o povo:

Núncio: A paz esteja convosco.

℟.: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.


O Bispo senta-se e recebe a mitra.


LEITURA DA BULA DE NOMEAÇÃO

Um dos diáconos ou um dos presbíteros concelebrantes apresenta as Letras Apostólicas ao Colégio dos Consultores na presença do Chanceler da Cúria.


A seguir, do ambão, lê ao povo as referidas Letras Apostólicas, que todos escutam sentados. 

URBANUS, EPISCOPUS

SERVUS SERVORUM DEI


AD PERPETUAM REI MEMORIAM


Ao venerável irmão Idalécio Araújo, até aqui, bispo-auxiliar de São Paulo e titular de Castello, eleito Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, saudação e bênção apostólica.


Até vós, cuja fé provada, piedade sincera e longa dedicação ao serviço do povo de Deus nos foram amplamente testemunhadas, dirigimo-nos com coração pastoral e espírito de confiança na divina providência.


Tendo em vista o bem espiritual da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, restaurada recentemente ao status quo de metropolitana, exigindo um pastor zeloso, apropriado e firme na fé, voltamo-nos a ti, venerável irmão, visto que és ornado de qualidades humanas e espirituais, bem como de experiência no ministério presbiteral e episcopal, demonstrando ser digno para assumir tal missão.


Assim, por autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, e Nossa, te nomeamos e constituímos Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, com todos os direitos e encargos que, por norma do Direito Canônico e tradição da Igreja, acompanham este ofício sagrado.


Conferimos-te, ainda, o uso do pálio metropolitano, sinal da comunhão com esta Sé Apostólica e símbolo da autoridade que te é conferida em Cristo sobre as Igrejas sufragâneas da tua Província Eclesiástica, o qual deverás receber pelas mãos de qualquer bispo da Santa Igreja Romana.


Exortamos-te, portanto, a desempenhar com fidelidade e caridade o ministério episcopal, na condição de arcebispo, sendo mestre da doutrina, santificador do povo cristão e guia do rebanho que agora te é confiado. Que sua vida resplandeça como sinal do Evangelho, e que, com prudência e fortaleza, conduzas os fiéis no caminho da verdade e da paz.


Ordenamos que esta nossa carta seja devidamente registrada e tenha plena força de lei e efeito canônico, não obstante quaisquer disposições em contrário.


Dado em Roma, junto de São Pedro, sob o Anel do Pescador, no dia 26 do mês de maio do Ano do Senhor de dois mil e vinte e cinco, o primeiro do nosso Pontificado.


URBANUS, Pp.

No fim, todos aclamam: 

℟.: Graças a Deus.


IMPOSIÇÃO DO PÁLIO PASTORAL

Diante do altar, colocam-se o Legado Pontifício e o Arcebispo.


Em seguida, o Arcebispo dirige-se ao Legado Pontíficio, que está sentado e de mitra, diz sua a profissão de fé e o juramento:

Arcebispo: Eu, Idalécio Maria Skol e Araújo creio firmemente e professo todas e cada uma das verdades contidas no Símbolo da Fé, a saber: 

Creio em um só Deus, Pai Todo-Poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus: e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim. Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: ele que falou pelos profetas. Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém. 

Com firme fé também creio tudo o que na palavra de Deus escrita ou transmitida se contém e que é proposto como divinamente revelada e de fé pela Igreja, quer em solene definição, quer pelo magistério ordinário e universal. Firmemente também acolho e guardo todas e cada uma das afirmações que são propostas definitivamente pela mesma Igreja, a respeito da doutrina sobre a fé e os costumes. Enfim presto minha adesão com religioso acatamento de vontade e inteligência as doutrinas enunciadas, quer pelo Romano Pontífice, quer pelo Colégio dos Bispos, ao exercer o Magistério autêntico, ainda que não sejam proclamadas por ato definitivo.


Arcebispo: Eu, Idalécio Araújo., Arcebispo do Rio de Janeiro, serei sempre fiel e obediente ao Bem-aventurado Apóstolo Pedro, à Santa e Apostólica Igreja de Roma, ao Sumo Pontífice, e a seus legítimos sucessores. Assim me ajude Deus Onipotente.


Depois, o Prelado recebe do diácono o pálio e impõe-no sobre os ombros do eleito, dizendo esta fórmula:

Núncio: Para a glória do Deus todo-poderoso e o louvor da Bem-aventurada sempre Virgem Maria e dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, em nome do Romano Pontífice, o Papa Lourenço, e da Santa Igreja Romana, nós te entregamos o pálio, que esteve guardado junto ao túmulo de São Pedro. Ele te é entregue para ornamento da Sé episcopal de São Sebastião, no Rio de Janeiro, a ti confiada, em sinal do poder de Metropolita, para que o uses nos limites de tua província eclesiástica. Que este pálio sirva para ti como símbolo de unidade e convite à fortaleza, para que, no dia da vinda e da revelação do grande Deus e príncipe dos pastores, Jesus Cristo, possas receber, com as ovelhas a ti confiadas, a estola da imortalidade e da glória eterna. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

℟.: Amém.


ALOCUÇÃO DE SAUDAÇÃO AO BISPO


Feito isto, se for costume, a primeira dignidade do cabido, ou não havendo cabido, o reitor da igreja dirige uma saudação ao Bispo.


SAUDAÇÃO AO BISPO

(Sou Bom Pastor)


Em seguida, de acordo com os costumes locais, o cabido e pelo menos parte do clero, e alguns fiéis e, se for oportuno, a autoridade civil porventura presente, aproximam-se do seu Bispo, para lhe manifestarem obediência e respeito.


SOU BOM PASTOR, OVELHAS GUARDAREI:

NÃO TENHO OUTRO OFÍCIO NEM TEREI.

QUANTAS VIDAS EU TIVER EU LHES DAREI!


MAUS PASTORES NUM DIA DE SOMBRA,

NÃO CUIDARAM E O REBANHO SE PERDEU.

VOU SAIR PELO CAMPO, REUNIR O QUE É MEU,

CONDUZIR E SALVAR.


SOU BOM PASTOR, OVELHAS GUARDAREI:

NÃO TENHO OUTRO OFÍCIO NEM TEREI.

QUANTAS VIDAS EU TIVER EU LHES DAREI!


VERDES PRADOS E BELAS MONTANHAS

HÃO DE VER O PASTOR REBANHO ATRÁS.

JUNTO A MIM AS OELHAS TERÃO MUITA PAZ,

PODERÃO DESCANSAR!


SOU BOM PASTOR, OVELHAS GUARDAREI:

NÃO TENHO OUTRO OFÍCIO NEM TEREI.

QUANTAS VIDAS EU TIVER EU LHES DAREI!


O Arcebispo toma seu lugar na cátedra e prossegue com a celebração:


HINO DO GLÓRIA

(Glória Simples II - DelphimPorto)


Canta-se ou recita-se em seguida o hino:


GLÓRIA, GLÓRIA, GLÓRIA A DEUS. GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS.

GLÓRIA, GLÓRIA, GLÓRIA A DEUS. GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS.


E PAZ NA TERRA AOS HOMENS POR ELE AMADOS.

SENHOR DEUS, REI DOS CÉUS, DEUS PAI TODO-PODEROSO.


GLÓRIA, GLÓRIA, GLÓRIA A DEUS. GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS.

GLÓRIA, GLÓRIA, GLÓRIA A DEUS. GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS.


NÓS VOS LOUVAMOS, NÓS VOS BENDIZEMOS.

NÓS VOS ADORAMOS, NÓS VOS GLORIFICAMOS.

NÓS VOS DAMOS GRAÇAS POR VOSSA IMENSA GLÓRIA.


GLÓRIA, GLÓRIA, GLÓRIA A DEUS. GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS.

GLÓRIA, GLÓRIA, GLÓRIA A DEUS. GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS.


SENHOR JESUS CRISTO, FILHO UNIGÊNITO,

SENHOR DEUS, CORDEIRO DE DEUS, FILHO DE DEUS PAI.


VÓS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO, TENDE PIEDADE DE NÓS.

VÓS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO, ACOLHEI A NOSSA SÚPLICA.

VÓS QUE ESTAIS À DIREITA DO PAI, TENDE PIEDADE DE NÓS.


GLÓRIA, GLÓRIA, GLÓRIA A DEUS. GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS.

GLÓRIA, GLÓRIA, GLÓRIA A DEUS. GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS.


SÓ VÓS SOIS O SANTO, SÓ VÓS O SENHOR,

SÓ VÓS O ALTÍSSIMO, JESUS CRISTO,

COM O ESPÍRITO SANTO, NA GLÓRIA DE DEUS PAI.


GLÓRIA, GLÓRIA, GLÓRIA A DEUS. GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS.

GLÓRIA, GLÓRIA, GLÓRIA A DEUS. GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS. 

AMÉM.


Ou, para recitação:

℟.: Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por ele amados. Senhor Deus, rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso: nós vos louvamos, nós vos bendizemos, nós vos adoramos, nós vos glorificamos, nós vos damos graças por vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai. Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa suúplica. Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. Só Vós sois o Santo, só vós, o Senhor, só vós, o Altíssimo, Jesus Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém.


Terminado o hino, de mãos unidas, o sacerdote diz:

Arcebispo: Oremos.

E todos oram com o sacerdote, por algum tempo, em silêncio. Então o sacerdote, de braços abertos, profere a oração conforme a liturgia do dia.

Ó Deus, força daqueles que em vós esperam, sede favorável ao nosso apelo e, como nada podemos em nossa fraqueza, dai-nos sempre o socorro da vossa graça, para que possamos querer e agir conforme a vossa vontade, seguindo os vossos mandamentos. 

Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

℟.: Amém.


LITURGIA DA PALAVRA


PRIMEIRA LEITURA


O leitor dirige-se ao ambão para a primeira leitura.

Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios


Irmãos, já que muitos se gloriam segundo a carne, eu também me gloriarei. O que outros ousam dizer em vantagem própria, eu também o digo a meu respeito, embora fale como insensato.


São hebreus? Eu também. São israelitas? Eu também. São da descendência de Abraão? Eu também. São servos de Cristo? Como menos sensato digo: Eu ainda mais. De fato, muito mais do que eles: pelos trabalhos, pelas prisões, pelos açoites sem conta.


Muitas vezes, vi-me em perigo de morte. Cinco vezes, recebi dos judeus quarenta açoites menos um. Três vezes, fui batido com varas. Uma vez, fui apedrejado. Três vezes, naufraguei. Passei uma noite e um dia no alto-mar. Fiz inúmeras viagens, com inúmeros perigos: perigos de rios, perigos de ladrões, perigos da parte de meus compatriotas, perigos da parte dos pagãos, perigos na cidade, perigos em lugares desertos, perigos no mar, perigos por parte de falsos irmãos.


Trabalhos e fadigas, inúmeras vigílias, fome e sede, frequentes jejuns, frio e nudez! E, sem falar de outras coisas, a minha preocupação de cada dia, a solicitude por todas as igrejas! Quem é fraco, que eu também não seja fraco com ele? Quem é escandalizado, que eu não fique ardendo de indignação? Se é preciso gloriar-se, é de minhas fraquezas que me gloriarei!


Leitor: Palavra do Senhor.

℟.: Graças a Deus.


SALMO RESPONSORIAL


O salmista ou o cantor canta ou recita o salmo, e o povo, o refrão.

O Senhor liberta os justos de todas as angústias!


— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem!


— Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, e de todos os temores me livrou. 


— Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia.


ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO


Segue-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico exige.

ALELUIA

(Aclamação ao Evangelho)


ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA.

FELIZES OS HUMILDES DE ESPÍRITO, PORQUE DELES É O REINO DOS CÉUS.

ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA.


Enquanto isso, o sacerdote, quando se usa incenso, coloca-o no turíbulo. O diácono, que vai proclamar o Evangelho, inclinando-se profundamente diante do sacerdote, pede a bênção em voz baixa:

℣.: Dá-me a tua bênção.

O sacerdote diz em voz baixa:

Arcebispo: O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho + e do Espírito Santo.

O diácono faz o sinal da cruz e responde:

℣.: Amém.


Se não houver diácono, o sacerdote, inclinado diante do altar, reza em silêncio.


EVANGELHO


O diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão, acompanhado, se for oportuno, pelos ministros com o incenso e velas, e diz:

℣.: O Senhor esteja convosco.

℟.: Ele está no meio de nós.

O diácono ou o sacerdote diz:

℣.: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus.

e, enquanto isso, faz o sinal da cruz sobre o livro e, depois, sobre si mesmo, na fronte, na boca e no peito.

℟.: Glória a vós, Senhor.

Então o diácono ou o sacerdote, se for oportuno, incensa o livro e proclama o Evangelho.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Não junteis tesouros aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e os ladrões assaltam e roubam. Ao contrário, juntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça e a ferrugem destroem, nem os ladrões assaltam e roubam. Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.


O olho é a lâmpada do corpo. Se o teu olho é sadio, todo o teu corpo ficará iluminado. Se o teu olho está doente, todo o teu corpo ficará na escuridão. Ora, se a luz que existe em ti é escuridão, como será grande a escuridão”.


℣.: Palavra da Salvação.

℟.: Glória a vós, Senhor.


Depois beija o livro, dizendo em silêncio a oração.


HOMILIA


Na homilia, após o Evangelho, o Bispo dirige pela primeira vez a palavra ao seu povo.


LITURGIA EUCARÍSTICA


PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS

(Minha missão é seguir o Bom Pastor)


Inicia-se o canto da preparação das oferendas, enquanto os ministros colocam no altar o corporal, o sanguinho, o cálice, a pala e o Missal.


MEU CORAÇÃO ESTÁ PRONTO, MEU DEUS

ESTÁ PRONTA TAMBÉM MINHA ALMA

QUERO LOUVAR-VOS, SENHOR

ENTRE OS POVOS E PROCLAMAR ÀS NAÇÕES SEU AMOR


MINHA MISSÃO É SEGUIR O BOM PASTOR

COM A VOZ E COM A VIDA SER SINAL DE AMOR

MINHA MISSÃO É SEGUIR O BOM PASTOR

COM A VOZ E COM A VIDA SER SINAL DE AMOR


PROCLAMAREI QUE O AMOR DO SENHOR

É MAIS ALTO QUE AS NUVENS DO CÉU

ANUNCIAREI AOS IRMÃOS

QUE A VOSSA PALAVRA É MAIS DOCE QUE O MEL


MINHA MISSÃO É SEGUIR O BOM PASTOR

COM A VOZ E COM A VIDA SER SINAL DE AMOR

MINHA MISSÃO É SEGUIR O BOM PASTOR

COM A VOZ E COM A VIDA SER SINAL DE AMOR


CONVITE À ORAÇÃO


Estando, depois, no meio do altar e voltado para o povo, o sacerdote estende e une as mãos e diz:

Arcebispo: Orai, irmãos e irmãs, para que o meu e vosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.

O povo se levanta e responde:

℟.: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a sua santa Igreja.


ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS


Em seguida, abrindo os braços, o sacerdote profere a oração sobre as oferendas.

Ó Deus, com estes dons alimentais nossa vida e a renovais pelo sacramento. Concedei, nós vos pedimos, que nunca falte este auxílio ao nosso corpo e à nossa alma. Por Cristo, nosso Senhor.

℟.: Amém.


PREFÁCIO


Começando a Oração Eucarística, o sacerdote abre os braços e diz ou canta:

Arcebispo: O Senhor esteja convosco.

℟.: Ele está no meio de nós.

Erguendo as mãos, o sacerdote prossegue:

Arcebispo: Corações ao alto.

℟.: O nosso coração está em Deus.

O sacerdote, com os braços abertos, acrescenta:

Arcebispo: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.

℟.: É nosso dever e nossa salvação.


O sacerdote, de braços abertos, continua o Prefácio...

Pres:  Na Verdade, é digno e justo é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai Santo Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Unidos no amor, celebramos a sua morte; vivendo a fé, proclamamos a sua ressurreição e, com firme esperança, aguardamos a sua nova vinda na glória. Por isso, vos louvamos com os Anjos e todos os Santos, cantando (dizendo) a uma só voz...

Ao final, une as mãos e, com o povo, canta ou diz em voz alta:

Ass: Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo! O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas! 


O sacerdote, de braços abertos, diz:

Pres: Na verdade, vós sois Santo, ó Deus do universo, e tudo o que criastes proclama o vosso louvor, porque, por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, e pela força do Espírito Santo, dais vida e santidade a todas as coisas e não cessais de reunir para vós um povo que vos ofereça em toda parte, do nascer ao pôr do sol, um sacrifício perfeito.

Une as mãos e, estendendo-as sobre as oferendas, diz:

Por isso, nós vos suplicamos: santificai pelo Espírito Santo as oferendas que vos apresentamos para serem consagradas,

une as mãos e traça o sinal da cruz, ao mesmo tempo, sobre o pão e o cálice, dizendo:

a fim de que se tornem o Corpo e o Sangue vosso Filho, nosso Senhor Jesus Cristo,

une as mãos

que nos mandou celebrar estes mistérios.

O povo aclama:

Ass: Enviai o vosso Espírito Santo!


O relato da instituição da Eucaristia seja proferido de modo claro e audível, como requer a sua natureza.

Pres: Na noite em que ia ser entregue,

toma o pão e, mantendo-o um pouco elevado acima do altar, prossegue: 

Jesus tomou o pão, pronunciou a bênção de ação de graças, partiu e o deu a seus discípulos.


Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena e genuflete em adoração.


Então prossegue:

Pres: Do mesmo modo, no fim da ceia,

toma o cálice nas mãos e, mantendo-o um pouco elevado acima do altar, prossegue:

ele tomou o cálice em suas mãos, pronunciou a bênção de ação de graças, e o deu a seus discípulos.


Mostra o cálice ao povo, colocando-o sobre o corporal e faz genuflexão para adorá-lo.


Pres: Mistério da fé e do amor!

O povo aclama:

Ass: Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos, Senhor, a vossa morte, enquanto esperamos vossa vinda!


O sacerdote, de braços abertos, diz:

Pres: Celebrando agora, ó Pai, o memorial da paixão redentora do vosso Filho, da sua gloriosa ressurreição e ascensão ao céu, e enquanto esperamos sua nova vinda, nós vos oferecemos em ação de graças este sacrifício vivo e santo.

O povo aclama:

Ass: Aceitai, ó Senhor, a nossa oferta!


Pres: Olhai com bondade a oblação da vossa Igreja e reconhecei nela o sacrifício que nos reconciliou convosco; concedei que, alimentando-nos com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, repletos do Espírito Santo, nos tornemos em Cristo um só corpo e um só espírito.

O povo aclama:

Ass: O Espírito nos una num só corpo!


1C: Que o mesmo Espírito faça de nós uma eterna oferenda para alcançarmos a herança com os vossos eleitos: a santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus e Senhora da Glória, São José, seu esposo, os vossos santos Apóstolos e gloriosos Mártires, São Sebastião e todos os Santos, que não cessam de interceder por nós na vossa presença. 

O povo aclama:

Ass: Fazei de nós uma perfeita oferenda!


2C: Nós vos suplicamos, Senhor, que este sacrifício da nossa reconciliação estenda a paz e a salvação ao mundo inteiro. Confirmai na fé e na caridade a vossa Igreja que caminha neste mundo com o vosso servo o Papa Lourenço e o nosso Bispo Idalécio, com os bispos do mundo inteiro, os presbíteros e diáconos, os outros ministros e o povo por vós redimido. 

Atendei propício às preces desta família, que reunistes em vossa presença. Reconduzi a vós, Pai de misericórdia, todos os vossos filhos e filhas dispersos pelo mundo inteiro. 

O povo aclama:

Ass: Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja!


3C: Acolhei com bondade no vosso reino os nossos irmãos e irmãs que partiram desta vida e todos os que morreram na vossa amizade. Unidos a eles esperamos também nós saciar-nos eternamente da vossa glória,

une as mãos

por Cristo, Senhor nosso.

Por ele dais ao mundo todo bem e toda graça.


Ergue a patena com a hóstia e o cálice, dizendo:

Pres: Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória,  por todos os séculos dos séculos.

Ass: Amém. 


RITO DA COMUNHÃO


Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz, de mãos unidas:


Pres: O banquete da Eucaristia é sinal de reconciliação e vínculo de união fraterna. Unidos como irmãos e irmãs, rezemos, juntos, como o Senhor nos ensinou…


O sacerdote abre os braços e prossegue com o povo:

Ass: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade,  assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos daí hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.


O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:

Pres: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, aguardamos a feliz esperança e a vinda do nosso Salvador, Jesus Cristo.

O sacerdote une as mãos. O povo conclui a oração aclamando:

Ass: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!


O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:

Pres: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.

O sacerdote une as mãos e conclui:

Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.

O povo responde:

Ass: Amém.


O sacerdote, voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:

Pres: A paz do Senhor esteja sempre convosco!

O povo responde:

Ass: O amor de Cristo nos uniu.


Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio:

Pres: Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos sirva para a vida eterna.


Enquanto isso, canta-se ou recita-se:

Ass: Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.

Essas palavras podem ser repetidas ainda mais vezes, se a fração do pão se prolongar. Contudo, na última vez se diz: dai-nos a paz.


O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia na mão e, elevando-a um pouco sobre a patena ou sobre o cálice, diz em voz alta, voltado para o povo:

Pres: Quem come minha Carne e bebe meu Sangue permanece em mim e eu nele.


Pres: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

E acrescenta, com o povo, uma só vez:

Ass: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.

COMUNHÃO

(Promessas do Bom Pastor)


O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio e reverentemente comunga o Corpo de Cristo.

Depois, segura o cálice e reza em silêncio; e reverentemente comunga o Sangue de Cristo.


Em seguida, toma a patena ou o cibório, aproxima-se dos que vão comungar e mostra a hóstia um pouco elevada a cada um deles, dizendo:

℣.: O Corpo de Cristo.

O que vai comungar responde:

℟.: Amém.

E comunga.


Enquanto o sacerdote comunga o Corpo de Cristo, inicia-se o canto da Comunhão.


VOU SAIR PELOS PRADOS, BUSCANDO

OVELHAS QUE ESTÃO SEM PASTOR;

EU AS TRAREI COM CARINHO

DE VOLTA, SEM FOME OU TEMOR!

NOS MEUS OMBROS, OVELHAS FERIDAS

SEM DOR PODERÃO DESCANSAR.

DEVOLVEREI OS SEUS CAMPOS,

DAREI NOVAMENTE A PAZ.


SOU REI, SOU O BOM PASTOR!

VINDE AO BANQUETE QUE VOS PREPAREI,

E FOME JAMAIS TEREIS!

A QUEM VAMOS, Ó SENHOR ?

SÓ TU TENS PALAVRAS DE VIDA

E TE DÁS EM REFEIÇÃO.


VOU SAIR PELOS PRADOS, BUSCANDO

OVELHAS QUE ESTÃO SEM PASTOR;

EU AS TRAREI COM CARINHO

DE VOLTA, SEM FOME OU TEMOR!

NOS MEUS OMBROS, OVELHAS FERIDAS

SEM DOR PODERÃO DESCANSAR.

DEVOLVEREI OS SEUS CAMPOS,

DAREI NOVAMENTE A PAZ.


MAUS PASTORES QUE PERDEM OVELHAS

DISTANTES DE MIM OS TEREI;

NOUTRAS PASTAGENS SEGURAS,

PASTORES FIÉIS CHAMAREI.

NOVO REINO FAREI DO MEU POVO,

REBANHO SEM MAIS OPRESSÃO:

TODOS SERÃO CONDUZIDOS

À VIDA POR MINHAS MÃOS!


VOU SAIR PELOS PRADOS, BUSCANDO

OVELHAS QUE ESTÃO SEM PASTOR;

EU AS TRAREI COM CARINHO

DE VOLTA, SEM FOME OU TEMOR!

NOS MEUS OMBROS, OVELHAS FERIDAS

SEM DOR PODERÃO DESCANSAR.

DEVOLVEREI OS SEUS CAMPOS,

DAREI NOVAMENTE A PAZ.


Terminada a comunhão, o sacerdote, o diácono ou acólito purifica a patena e o cálice.


Então o sacerdote pode voltar à cadeira. É aconselhável guardar um momento de silêncio sagrado ou proferir um salmo ou outro cântico de louvor.


Em seguida,  junto ao altar ou à cadeira, o sacerdote, de pé, voltado para o povo diz de mãos unidas:

Pres: Oremos...

E todos, com o sacerdote, rezam algum tempo de silêncio, se ainda não o fizeram. Em seguida o sacerdote, de braços abertos, profere a oração Depois da comunhão.

Fazei, Senhor, que a sagrada comunhão nos vossos mistérios, sinal da nossa união convosco, realize a unidade na vossa Igreja. Por Cristo, nosso Senhor.

Ao terminar, o povo aclama:

Ass: Amém.


LEITURA DA ATA DA POSSE


Após a Oração depois da comunhão, o Chanceler do bispado, ou um outro presbítero designado, lê a Ata da Posse.

Aos vinte dias do mês de junho do Ano dois mil e vinte cinco  às nove e meia, na catedral de São Sebastião, Sé Arquidiocesana, na presença dos senhores arcebispos e bispos presentes, na presença ainda dos sacerdotes, religiosos e dos fiéis, tomou posse como arcebispo metropolitano do Rio de Janeiro. o Exmo. e Revmo. Sr. Dom Idalécio Maria Skol e Araújo. No início da cerimônia, após a Leitura das Letras Apostólicas de nomeação, emanadas do Vaticano, Dom Idalécio Araújo,tomou posse de sua Igreja Particular e presidiu à Solene Concelebração Eucarística. Para constar foi lavrada a presente ata, que vai por mim assinada, Padre Guilherme Calixto, testemunha de tal posse, bem como por Dom Idalécio Araújo,  e ainda por todos os demais senhores arcebispos e bispos presentes, pelos membros do Colégio de Consultores e por representantes dos fiéis leigos.

Rio de Janeiro, vinte  de junho  do ano dois mil e vinte cinco.


RITOS FINAIS

BÊNÇÃO FINAL


Se necessário, façam-se breves comunicações ao povo.


Em seguida, faz-se a despedida. O sacerdote, voltado para o povo, abre os braços e diz:

Arcebispo: O Senhor esteja convosco.

℟.: Ele está no meio de nós.


Arcebispo: Bendito seja o nome do Senhor.

℟.: Agora e para sempre.


Arcebispo: Nossa proteção está no nome do Senhor.

℟.: Que fez o céu e a terra.


Então o celebrante recebe o báculo, se o utilizar, e diz:

Arcebispo: Abençoe-vos Deus todo-poderoso,

e fazendo três vezes o sinal da cruz sobre o povo, acrescenta:

Pai + e Filho + e Espírito + Santo.

℟.: Amém.


Depois, o diácono ou o próprio sacerdote diz ao povo, unindo as mãos:

℣.: Ide em paz, e o Senhor vos acompanhe.

℟.: Graças a Deus.

Então o sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como no início. Feita com os ministros a devida reverência, retira-se.


ANTÍFONA MARIANA

(Salve Rainha)


SALVE RAINHA MÃE DE DEUS, ÉS SENHORA NOSSA MÃE,

NOSSA DOÇURA, NOSSA LUZ, DOCE VIRGEM MARIA.

NÓS A TI CLAMAMOS, FILHOS EXILADOS,

NÓS A TI VOLTAMOS NOSSO OLHAR CONFIANTE.


VOLTA PARA NÓS, OH MÃE, TEU SEMBLANTE DE AMOR.

DÁ-NOS TEU JESUS, OH MÃE, QUANDO A NOITE PASSAR.

SALVE RAINHA MÃE DE DEUS, ÉS AUXILIO DOS CRISTÃOS,

OH MÃE CLEMENTE, MÃE PIEDOSA, DOCE VIRGEM MARIA.